Marque verdadeiro para: introvertida, insegura, sarcástica, vingativa e absurdamente crítica.
Não fumo, bebo o quanto for necessário e sofro de insônia. Não toco instrumento nenhum, não sei dar estrela nem plantar bananeira. Digito com dois dedos, catando milhos. Fico ridícula tentando me equilibrar num salto alto, e minhas demais habilidades são, em geral, limitadas.
Engasgo com coco ralado, sempre queimo a língua com bebida quente, sou incapaz de seguir uma dieta e meus traquejos sociais beiram à falência.
Especialista em remoer mágoas antigas, afastar pessoas e colecionar expectativas frustradas.
Ambições: 5 quilos a menos, um algo ou alguém a quem me dedicar. E dinheiro, ó-bi-vio.
Gosto de vinho, torta de limão, raspa de brigadeiro, lua cheia, dias nublados, friozinho. filmes do Almodovar, conhecer lugares e pessoas, de só olhar, cinema quase vazio, copo quase cheio, me sentir útil, Ewan McGregor, dólar em baixa, edredon de malha, dirigir sem rumo, joaninhas e borboletas, do Jim.
Detesto pêlos, cheiro de cigarro, dias seguintes, monstruação, palhaços, papais noéis. olheiras, última página de um bom livro. Surpresas, múltipla escolha, nenhuma escolha.
Tenho medo de gente boazinha, de palavras erroneamente pronunciadas e acertadamente ouvidas, perdas necessárias, condições irreversíveis, certos pensamentos.
Não gosto de quase nada em mim, exceto a pele boa e a memória curta. Mentira. Minha memória é imbatível. E a consciência, her best friend ever. Se fosse quimicamente manipulada, seria vendida sob rígido controle e embalada com as tradicionais tarjas alertando sobre o perigo da alta dosagem.
Minha timidez, meu jeito de gostar em segredo e ocultar demonstrações de afeto nas entrelinhas são facilmente confundidos com arrogância, frieza ou apatia por aqueles que me conhecem pouco. E, afinal, ainda busco quem são as pessoas que, mesmo cientes de tudo isso, me aceitam assim.
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